“Bahia, estado mais carnavalesco da federação. Na Bahia tem tanta gente com talento que a rapaziada fala que: ‘Baiano não nasce, estréia!’. A capital Salvador tem quase três milhões de habitantes, uma cidade tão alegre, que a gente imagina todos eles correndo atrás do trio elétrico, que dizer…correndo devagar, porque a Bahia é linda, é preciso apreciar o panorama. Deus é tão doido pela Bahia, que até exagera! E é aqui, que mora nossa heroína: A desastrada de Salvador. Raquel era tradutora de manual de auto-ajuda sem bem que não gostava da palavra auto-ajuda que pra ela se creditava fazer um ‘trê lê lê’ sozinha, coisa que ela tinha preguiça de praticar. Preferia um aeróbica de baixo impacto com um parceiro bem “massa”, como se diz na Bahia, mas já que era especialista no ramo de auto-ajuda, era a rainha de arrumar solução pra tudo quanto era abacaxi, ao menos, na teoria, praticar o buraco da auto ajuda era mais embaixo. Raquel era um caos, mais era um caos tão bem organizadinho por fora que era uma prova de que Deus era baiano. Dizer que a casa dela era um fuzuê, era pouco, aquilo era um furdunço total. Fora o carnaval que ela chegava na horinha, quase tudo na vida dela tava atrasado. Raquel deixava os outros esperando e passava igual um trio elétrico!”